+
❝
Me abraça, vai. Abraça e não solta mais. Sabe, ser assim, tão menor que você tem lá suas vantagens. Dá pra recostar a cabeça do teu peito e ouvi-lo dizer que me ama. Teu abraço faz tudo à volta virar silêncio. Faz tudo à volta parar e, numa fração de segundo viajo no tempo. Vou pro futuro e te vejo lá, mergulhado nas cobertas e no meu colo, sentados no sofá e assistindo a um filme qualquer. Fica, permanece aqui, vai.
+
❝
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto, esse eterno levantar-se depois de cada queda, essa busca de equilíbrio no fio da navalha, essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo infantil de ter pequenas coragens.
+
❝
Por pior que seja uma certeza, a falta dela é sempre pior.
+
❝
Eu admiro demais os detalhes. O detalhe de um sorriso tímido, da forma como os olhos se movem. Tudo revela algo.
+
❝
Eu só queria saber me aproximar das pessoas e mantê-las comigo, pra sempre.
+
❝
Dia cinzento, uma música nostálgica, parece que o coração fica mais pequeno. Parece que cada batimento se torna mais forte e maior do que o normal, difícil de aguentar, de se aquietar dentro do peito. Em dias assim queremos paz, mas onde encontra-la se tudo a volta tem cheiro e tom de saudade apertada, falta acentuada, solidão amarrada? Dias assim nós torna mais solitários do que de fato somos, nos tornamos aumentativo de tudo que tira o sossego, coração pulsa, pulsa, querendo correr do peito para ir de encontro a algo que traga calma. Dias assim nos torna mais frágeis… Pois o frio da pele não se compara ao do coração, o cinza do céu não se compara com nossa propria escuridão.
+
❝
Faz frio hoje. O inverno está chegando. Estranho, o inverno sempre me deixa um pouco mais profundo. Me volto para dentro de mim mesmo, tenho a impressão exata de que me pareço com um dos plátanos da praça aí de baixo: hirto, seco, mas guardando alguma coisa por dentro.
+
❝
— Mas, aonde você vai?
— Se der sorte, em frente.